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sábado, 29 de março de 2008

História da rua Azusa: marca inesquecível do pentecostalismo mundial.


História da rua Azusa: marca inesquecível do pentecostalismo mundial.
O início do século XX foi palco de grandes avivamentos. Podemos destacar como um dos marcos desse século, o avivamento da Rua Azusa, em Los Angeles, EUA (1906). Esse movimento foi a eclosão do que Deus iniciara anos antes através de Charles Parham em Topeka, Kansas, com cerca de 40 estudantes apenas.
Na ocasião, a Igreja formal estava secularizada e preocupada por engrandecer pessoas; sua base estava mais nos homens do que no Espírito Santo. O avivamento da Rua Azusa veio como um furacão, quebrando estruturas e transformando a forma do culto, como Deus já vinha fazendo também no País de Gales através de Evan Roberts e Jessi Penn-Lewis.
Era a virada do século 19 nos Estados Unidos. Um grande movimento pentecostal estava para acontecer; o início de um grande avivamento. Assim ficou conhecido o avivamento da Rua Azusa. Em 1905, um grupo de afro-americanos foi expulso da Segunda Igreja Batista de Los Angeles. Assim, começaram a reunir-se numa das casas da rua Bonnie Brae, onde os sinais de avivamento e manifestações espirituais começaram a reunir um crescente número de participantes. A notícia de que a mensagem estava impactando a vida das pessoas se espalhou rapidamente pela cidade de Los Angeles, fazendo com que as pessoas superlotassem a casa da rua Bonnie Brae.
A necessidade de mudança foi evidente e eles tiveram que se mudar para um prédio desocupado da rua Azusa, número 312. O primeiro culto aconteceu no dia 14 de abril de 1906.
O líder desse grupo foi William Joseph Seymour, um filho de ex-escravos. De acordo com o Comitê do Centenário Azusa Street, O avivamento da rua Azusa durou de 1906 a 1913, tornando-se a marca do pentecostalismo mundial. O principal acontecimento dentro desse avivamento foi o batismo com o Espírito Santo, onde, as pessoas que o recebiam, falavam em línguas estranhas.
Por três anos seguidos o avivamento continuou 24 horas por dia, sete dias por semana, com uma participação diária de até 1000 pessoas; dentre elas, um grande número procedente de várias partes do mundo.
Os relatos informam que as pessoas recebiam o seu “Pentecost”, ou o batismo no Espírito Santo, antes mesmo de chegarem ao prédio. Mais adiante, o grupo se denominou Missão Fé Apostólica da Rua Azusa. Rapidamente, grupos semelhantes foram formados nos Estados Unidos.
Resumidamente, o que a Igreja testemunhou naqueles dias na Rua Azusa foi: Quanto à estrutura: · Local simples e rústico (auditórios, prédios velhos e/ou semi-destruidos); · Não havia classe sacerdotal - hierarquia - o pastor era igual a todos; · Não havia púlpito e/ou palco; · Não havia coral, órgão ou coletas; · Não havia instrumentos musicais nem hinários - apenas cânticos espirituais; · Obreiros preparados durante anos no trabalho missionário - veteranos, tinham vidas queimadas, provadas e preparadas.
Quanto à forma da reunião: · Aberta; · Sem horários rígidos - hora para acabar, sem interrupções, noite e dia; · Informais, sem uma seqüência fixa, preparação prévia ou programa pré-estabelecido que necessitasse ser "empurrado" - entretanto não havia confusão no culto; · Testemunhos, louvores e orações espontâneas; · Quase não havia tempo para os avisos necessários; · Sentavam-se formando um quadrado, olhando uns para os outros; · Buscavam mais a transformação das vidas do que a conquista de multidões; · Não era um lugar para manifestações emotivas, nem ataques ou vazão de sentimentos negativos; · Na sala de oração estava escrito "É proibido falar alto; sussure apenas".
Quanto ao clima: · Convicção do pecado e arrependimento - temor; · Pessoas quebrantadas - até mesmo na rua, sem que fosse necessário fazer apelos; · Intercessão contínua pelo avivamento - vida de oração; · Na reunião iam encontrar-se com Deus - não era um evento social; · Quando chegavam à reunião, evitavam ao máximo cumprimentar e conversar uns com os outros. Queriam primeiro chegar-se a Deus; · O batismo acontecia deliberadamente; · Não havia acepção de pessoas - ricos e cultos eram tratados iguais aos pobres e ignorantes; · Não havia espaço para orgulho, auto-afirmação, soberba ou auto-estima; · Tinham consciência da sua pequenez, do nada saber, do nada possuir, a não ser o que o Espírito lhes ensinava e inspirava; · Não ostentavam as suas boas-obras para que elas não se tornassem numa armadilha.
Quanto ao conteúdo da pregação: · O Amor e a pessoa de Cristo era a ministração: Jesus é tudo em todos; · Não havia palavra indelicada contra os inimigos ou contra outras igrejas; · Não defendiam com discursos nem a si mesmos nem seus trabalhos.

Um comentário:

francielle disse...

Eu sempre ouvi falar do avivamento da rua azuza,mas nunca tinha me interessado em saber o que significava.ultimamente nas igrejas tem se manifestado um avivamento tremendo, todos o pregadores falam sobre a rua azuza de uma forma guiada pelo Espírito Santo de Deus,sabe quando você sente que Deus toma de conta.
ufa é bom ser pentecostal,sentir a manifestação de Deus agindo no meio da igreja,rompendo com tudo,trazendo o renovo
e agora que eu sei sobre a rua azuza me alegro ainda mais pela fidelidade do Senhor e por saber que ele tem pressa de resgatar a sua igreja.