Vamos despertar o Leão Africano.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Artesão de uma nova historia



Não há nada mais encantador que uma grande mensagem. Nada mais invejável do que uma pessoa sendo usada poderosamente nas mãos do Espírito Santo. Nada mais intrigante do que observar um vasto auditório cativo, magnetizado, sob o poder da pregação do Evangelho. Uma espécie de encanto que transforma aquela experiência em um instante mágico.
Eu daria tudo para estar na Galiléia e ouvir o mais magistral de todos os sermões, e Cristo introduzir sua mensagem com a frase: “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos céus”.
Invejo os companheiros de Paulo quando este saudou os atenienses diplomaticamente, afirmando: “Vejo que em todos os aspectos vocês são muito religiosos”. Acredito que até um leve cicio de vento se ouvia naquele lugar.
Gostaria de anonimamente sentar-me no vasto auditório do London Hall para ouvir Spugeon. Sentir-me-ia privilegiado em ser membro da igreja de Peter Marshall e poder ouvi-lo todos os domingos. Viajaria no tempo e no espaço para sentar-me ao pé do memorial de Lincoln e ouvir Martin Luther King Jr., com a voz ativa, o dedo em riste e um olhar sereno, desafiando os norte-americanos a sonhar o refrão repetindo-se como a musica: “I have a dream”.
Lembro-me com nostalgia de alguns pregadores que moviam auditórios com raciocínios claros e pregadores pentecostais que deixavam auditórios com a mais de dez mil pessoas arrepiadas e valentes só na sua saudação.
A paixão pelo púlpito vem desvanecendo. Jovens seminaristas hoje subordinam seus ministérios à gestão administrativa de suas congregações. Cursos, seminários e congressos florescem por todos os lados, ensinando como fazer sua igreja funcionar melhor e como motivar as pessoas a liderarem. Poucos ou nenhum seminário sobre o Púlpito, sobre o anúncio profético da Palavra, sobre o poder da pregação ungida.
Creio que nenhum método de crescimento da igreja será mais bem sucedido sem um púlpito forte. Nenhuma igreja será mais bem sucedida do que os critérios com que se encara o exercício homiletico.
Percebe-se uma satisfação generalizada na igreja de nossos dias quanto à pregação. A pobreza de nossos púlpitos esta estampada na miséria espiritual de nossos membros. A pregação perdeu-se em abstrações, vem sendo sepultada lentamente com jargões, monotonamente repetindo-se com fórmulas homiléticas.
Pastores e evangelistas são muito mais promotores do que tribunos, mais administradores do que expositores. Estamos mais à cata de fórmulas que façam nossa igreja crescer do que preocupados em ser arautos da verdade, pregoeiros da justiça. Temos mais especialistas em entretenimento e condutores de “louvorzão” do que grandes pregadores.
Sermões são aguados com ilustrações e frases prontas que enfraquecem os conteúdos. Pastores contentam-se com jargões que nada transmitem senão uma falsa esperança.
Faltam-nos os grandes pregadores, estamos em uma crise de príncipes da pregação. Eu mesmo tenho sede de ouvir grandes mestres do púlpito. Gente que saiba abrir as escrituras e, sob uma inspiração rica e poderosa no Espírito, alimentar a minha alma. Talvez estejamos sucumbindo ao imediatismo de nossa época. Procuramos métodos rápidos porque talvez saibamos intuitivamente que a arte da pregação leva muito tempo.
E.M. Bounds afirmou certa vez “Um homem, um homem inteiro, é o que há por detrás de um sermão. Pegar não é fazer uma apresentação de uma hora, mas o fluir de uma vida. Leva vinte anos para se fazer um sermão, porque leva vinte anos para se fazer um homem”.
Como necessitamos de pregadores que a semelhança de Pedro deixem o seu auditório compungido e apunhalado no coração e de arautos que, à semelhança de Paulo, deixem reis e príncipes boquiabertos, dizendo: “Por pouco me persuades a me fazer cristão”.
Precisamos de pregadores que saibam combinar a riqueza da oratória com a urgência profética, a lógica do raciocínio com a paixão evangelistica, a doçura da poesia com a fidelidade exegética, a agilidade da intuição com a contemplação meditativa, a beleza da arte humana da oratória com o mistério da revelação divina.
1 Coríntios 9 trata da defesa apostólica de Paulo. A igreja de Corinto estava a ponto de uma ruptura. Os ânimos vinham acirrados, as posições encasteladas, os desvios éticos racionalizados, os desvios doutrinários. Sua carta tem um tom duro, por isso precisa mostrar que sua motivação não busca vanglória. Insiste que não está movido por qualquer espírito messiânico, mas por uma santa compulsão de pregar o evangelho. Ele inicia o capitulo estabelecendo sua missão apostólica e sua autoridade. Segue mostrando que tem direito de requerer suporte financeiro para continuar pregando o evangelho e corajosamente afirma que abriu mão desse direito, demonstrando sua fidelidade aos seus propósitos. Termina ressaltando o porquê de sua fidelidade.
O versículo 16 é a chave na compreensão deste capitulo: ”conteúdo, quando prego evangelho, não posso orgulhar-me, pois me é imposta à necessidade de pregar. Ai de mim se não pregar o evangelho!”.
Neste capitulo Paulo nos mostra alguns princípios que norteiam o verdadeiro evangelista, sobre os quais gostaria de meditar.

Conteudo desta mensgem é parte do Livro Artesão de uma nova historia.

2 comentários:

Laura Pinheiro disse...

concordo com tudo que disse, tb gostaria de ter ouvido os sermoes de Jesus, mas em breve o ouviremos!

as igrejas hj estão se importando muito com numeros, numeros, mas Deus só importa é com os verdadeiros adoradores!

fique na paz!

FAITH disse...

Quanto tempo irmão abençoado.
Estamos contruindo o blog do faith cocaia, e estaremos anexando o seu blog na pagina de links.
PAz Amado !