Vamos despertar o Leão Africano.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

IMPACTO T. L. Osborn


Capítulo 13

Co-evangelizaçãoQuando penso no barco e nas redes, coisas tão co­muns e ordinárias que Jesus utilizou para dar a Pedro a lição da parceria, fico maravilhado ao perceber como Sua Palavra tornou tão extraordinários esses instrumentos da lida cotidiana.
Daí, penso na simplicidade de um folheto comum, ou de um carretel de gravador de som, ou de um sim­ples disco ou filme. São coisas ordinárias que já por anos vêm sendo usadas pelos homens.
Mas quando carregados com a mensagem do Evangelho tornam-se bem diferentes. As que temos empregado são abençoadas de modo especial, são ungidas, são diferentes pelo fato de estarem cheias da Palavra do Mestre, e por exporem de novo a vida e o ministério de Jesus.
São mesmo redes ordinárias... Mas lançadas so­bre a Sua Palavra. Por isso é que se tornam eficientes para alcançar multidões.
Agora que já vimos como elas foram abençoadas, dou sinais aos meus parceiros que se acham em outros barcos, dizendo-lhes: "Venham nos ajudar; pois que há multidões de peixes para todos".
Outra lição que aprendi é esta: Jesus podia impe­dir que se rompesse a rede que Pedro lançara para a pesca e também impedir que o barco de Pedro fosse a pique. Mas, daí Pedro não teria aprendido, do modo como aprendeu, a lição da parceria.
Semelhantemente, não faz parte do Seu plano dar-nos a capacidade de alcançar por nós mesmos as na­ções do mundo, porque, se isso se desse, jamais expe­rimentaríamos a bênção da camaradagem e da par­ceria na evangelização.
Todo e qualquer esforço que encoraje a coopera­ção da parte de todos os cristãos no ganhar almas, receberá certamente a bênção de Deus. Isto explica por que a visão da co-evangelização tem obtido, ob­tém e continuará a obter, por todo o mundo, resulta­dos de grande alcance.
Agora que esta visão está sendo estendida às re­giões além, urge que vejamos as tremendas conse­qüências que se tornam inevitáveis.
Eis aqui uma parte vital dessa lição: quando Pedro e os que com ele estavam no seu barco conseguiram aquela pesca maravilhosa, os que estavam no outro barco estavam também ansiosos por uma boa redada. Evidentemente, estavam esperando a oportunidade de apanhar uma multidão de peixes — e esperando convite para ajudá-los. Eles tinham suas próprias re­des, mas alguma coisa estava faltando.
Por aquele tempo, Pedro fez sinal para eles, os quais se chegaram ao barco de Pedro e encheram ambos os barcos.
Sei que há centenas de leigos, evangelistas, pasto­res e missionários que anseiam tomar parte bem mais positiva no ganhar mais almas para Cristo.
Estão aguardando que surja um meio pelo qual possam ajudar no colher a amadurecida seara de sua geração.
A co-evangelização na pátria e no exterior abre para eles o caminho.
É possível evangelizar o mundo em nossa geração. Homens e equipamentos estão aí à mão. Mas isso nos chama à parceria.
Ninguém pode realizar isso sozinho! Isso foi o que Deus mostrou a Pedro em seu barco naquele dia. E isso é o que Ele me ensinou de modo impressionante. E você? Já aprendeu essa lição?
A evangelização mundial é o negócio maior e mais urgente, e ela nos deve dominar e empolgar a ponto de desejarmos, se preciso, romper as linhas ou limites denominacionais.
Jamais concordaremos em todas as doutrina, a não ser nas fundamentais para que todos os pecadores ou­çam o Evangelho, recebam a Jesus Cristo e sejam sal­vos. Isto basta! Podemos cooperar com aqueles que se batem por diferenças doutrinárias, quando seja para ganhar almas.
Quatro pessoas levaram um paralítico a Jesus para que o curasse. O homem foi perdoado e curado. Um só homem não teria podido fazer aquilo. Os quatro ho­mens agiram de parceria no interesse do paralítico.
A evangelização, para que seja vitoriosa e frutífe­ra, precisa ser feita em cooperação.
Eis por que já estamos trabalhando como parceiros diretos com missionários, ministros nacionais, pastores e evangelistas de cerca de 60 diferentes corporações.
Os pescadores de homens que operam indepen­dentemente não prosperam, não são bem-sucedidos!
A evangelização foi instituída por Cristo, faz par­te integrante da Igreja (Ef 4.11) e jamais pode ser se­parada dela.
A Igreja vive pela evangelização, e a evangelização funciona como um braço dela. São parceiros inseparáveis — Igreja e evangelização.
Muitos ministros que cooperam conosco, associa­dos nossos nestas cruzadas evangélicas, estão filiados a várias denominações, e gozam de boa situação. O ministério deles conosco se confina à pesca de almas. A evangelização é a nossa tarefa única.
Não estamos doutrinando, nem organizando uma denominação, uma escola bíblica, nem uma casa publicadora. Nada temos a construir por nós mesmos, e para nós. Ninguém se pode juntar a nós... nada te­mos de nosso. Somos ganhadores de almas... parcei­ros no alcançar os que ainda não foram alcançados. Isto é CO-EVANGELIZAÇÃO.
Evangelistas, que no campo agem como nossos parceiros, são membros de várias denominações; mas, quando operam em parceria conosco, isso derriba os muros denominacionais e nos introduz no cerne do Cristianismo... no ganhar almas. Assim, associamo-nos, estritamente limitados à obra da evangelização. Cada rede que lançamos às águas... nossas cruzadas, missionários nacionais, livros e folhetos, publicações estrangeiras, fitas de sermões gravados, discos, filmes e revistas... tudo isso apanha suas multidões de pei­xes. Mas, para quem? Para nós? Não passam a ser nossos. Não somos pastores, e sim pescadores — ga­nhadores de almas.
Cada alma que ganhamos é encaminhada à igre­ja, a pastores, a mestres, presbíteros, para que sejam instruídas mais inteiramente nas doutrinas de Cris­to. Só isto é evangelização bíblica.
Somos servos à igreja. Não podemos funcionar sem a igreja. Mas, qualquer pessoa na obra da evan­gelização, sem se levar em conta sua filiação denominacional, pode trabalhar conosco, como parceiro, para ganhar almas, sem que isso afete o ser mem­bro desta ou daquela denominação. Isto é CO-EVAN­GELIZAÇÃO, cooperação no ganhar almas.
O Diretor de nossa Associação para Evangeliza­ção Por Meio de Nacionais, William Farrand, disse que somos:
PARCEIROS-AJUDANTES no evangelho do Reino (2 Co 8.23).
OBREIROS-PARCEIROS nas searas agora branquejantes (1 Ts 3.2).
SERVOS-PARCEIROS dedicados ao Senhor (Cl 4.7).
PARCEIROS-OPERÁRIOS respigadores de almas, antes que chega a noite (Cl 4.11).
CIDADÃOS-PARCEIROS da grande e mundial família de Deus (Ef 2.19).
SOLDADOS-PARCEIROS na guerra pró-libertação dos pecadores (Fp 2.25).
PRISIONEIROS-PARCEIROS ligados pelo Evangelho (Fm 23). :
HERDEIROS-PARCEIROS com Cristo por toda a eternidade (Ef 3.6).
Competições ou rivalidades doutrinárias não po­dem ser toleradas na evangelização mundial. A nos­sa visão deve estar acima e além das barreiras. A cru­zada chama o povo de Deus a trabalhar em coopera­ção, em comunhão e unidade de propósito.
A lição objetiva que Jesus deu a Pedro e aos outros. pescadores está cheia desta idéia de parceria.
Jesus ordenou a um homem, Pedro, que tomasse a iniciativa no lançar a rede às águas profundas. O ho­mem obedeceu e apanhou peixes em número maior do que podia levar para terra.
Parece que Deus sempre chamou alguém para to­mar a direção na evangelização: um Wesley, um Moody, um Sunday — alguém que, com fé arrojada, se lançasse a ganhar multidões.
Então, esse pediu a outros que viessem tomar parte na pesca. E assim todos puderam encher seus barcos.
Aqueles pescadores haviam trabalhando a noite toda sem resultado, em vão. Depois, Pedro, obedecen­do ao mando de Jesus, baseado na Palavra dEle, lan­çou sua rede e conseguiu aquela pesca maravilhosa.
Ali estava a oportunidade para todos os pescado­res — de encherem seus barcos — caso trabalhassem como parceiros — se cooperassem de coração.
Assim fizeram e todos ficaram boquiabertos com os resultados que cada um obteve! Porque coopera­ram. Houve mais do que o suficiente para cada um, pois haviam trabalhado em franca cooperação.
Como Pedro, temos arrojadamente lançado nos­sas redes por todo o mundo, e, também como ele, es­taremos correndo o risco de perder multidões, se nos­sos parceiros não vierem imediatamente nos dar o seu apoio, a sua imprescindível ajuda.
Nossas redes estão prestes a romper — não por causa da desobediência, mas por causa da obediên­cia. Temos agido, confiados na Grande Comissão. Estamos dando o nosso tudo para alcançar os que ain­da não foram alcançados. E é da vontade de nosso Deus que parceiros, ou camaradas e colegas, de ou­tros barcos tomem parte na pesca maravilhosa. De fato, sem cooperação, não nos será possível colher ou puxar as redes tão cheias de peixes.
Muitos têm trabalhado a noite toda, e nada têm conseguido. Eis agora, leitor amigo, sua oportunida­de de tomar parte na pesca maravilhosa.
Estaremos prontos para erguer nossos olhos por cima dos muros que nos separam de nossos parcei­ros, ou vamos perder essa pesca?
Não foi por falta de peixe que muitos deles nada apanharam. No lago de Genesaré houve peixe em grande abundância quando os pescadores agiram confiados na Palavra de Jesus.
Quando se reuniram a cooperar uns com os ou­tros, e trouxeram para a terra a multidão de peixes, evidentemente, haviam aprendido a lição que Jesus queria ensinar-lhes, pois que lhes disse:

Doravante se­rás pescadores de homens. E, levando os barcos para terra, deixaram tudo e o seguiram. (Lucas 5.11)

Desde aquele tempo, houve evangelização em massa.
Pedro pregou no pentecostes, e 3.000 almas se sal­varam. Poucos dias depois, mais 5.000 foram acres­centadas ao Senhor. Ao sul, em Lida, onde Enéias foi curado pelo ministério de Pedro, e viram-no todos os que habitavam em Lida e Sarona, os quais se converteram ao Senhor (At 9.35).
E quantos outros deram apoio ao ministério do apóstolo Pedro, como aqueles parceiros o fizeram naquele dia com seus barcos? Nunca saberemos o número deles. O que sabemos é isto: E a multidão dos que criam no Senhor, tanto homens como mulheres, cres­cia cada vez mais (At 5.14).
E você, que faz nesse sentido? Suas redes estão cheias? Tem labutado sem resultados satisfatórios? Está querendo cooperar, para ajudar a salvar o perdido?
A parceria deve ser a nossa idéia fixa, e o nosso ideal quando nos lançamos à conquista de almas.
Isso é o que chamamos de co-evangelização!
Não quer você, leitor amigo, tomar parte nessa cruzada grande, gloriosa e unificada de ganhar almas para Cristo?
Há um lugar para você — para cada cristão que realmente ama a Jesus e as almas perdidas. Há lugar para cada pregador e obreiro nacionais, para cada parceiro-missionário, cada parceiro-evangelista, pas­tor e leigo.

2 comentários:

Márcio disse...

COMO FAÇO PARA APRENDER E OBTER RECURSOS PARA A EVANGELIZAÇÃO.FICO MUITO FELIZ EM CONHECER O TRABALHO DE VOCÊS, E GOSTARIA DE TAMBÉM PDER FAZER PARTE DESTE TRABALHO MARAVILHOSO.

Anônimo disse...

sou uma jovem que foi colocado com lider de evangelismo do grupo de jovens da igreja onde congrego aqui em Porto Velho Rondonia e preciso saber mais sobre evangelismo como falar com almas materias que posso usar para evangelizar além de folhetos etc.. preciso muito saber!?
meu email para contato cleidiane_felixdasilva@hotmail.com