Vamos despertar o Leão Africano.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

IMPACTO T. L. Osborn



Capítulo 14
A colheita das almas.

Leia esta parábola:


Porque isto é também como um homem que, partindo para fora da terra, chamou os seus servos, e entregou-lhes os seus bens, e a um deu cinco talentos, e a outro, dois, e a outro, um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe. E, tendo ele partido, o que recebera cinco talentos negociou com eles e granjeou outros cin­co talentos. Da mesma sorte, o que recebera dois granjeou também outros dois. Mas o que recebera um foi, e cavou na terra, e escondeu o dinheiro do seu senhor. E, muito tempo depois, veio o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles. Então, aproximou-se o que recebera cinco talentos e trou­xe-lhe outros cinco talentos, dizendo: Senhor, entregaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que ganhei com eles. E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. (Mateus 25.14-21)

Mas, chegando também o que recebera um talen­to disse (...) E , atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu. Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe: Mau e negligente servo (...) Devias, então, ter dado o meu dinheiro aos banqueiros, e, quando eu viesse, receberia o que é meu com os juros. Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem os dez talentos. Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali, haverá pranto e ranger de dentes. (Mateus 25.24-28,30)

Acho que cada cristão, num tempo ou em outro, deve ter alcançado a importância e solenidade desta parábola.
O objetivo dela é levar-nos a empregar os nossos talentos, buscando fazer com que produzam frutos.
A culpa do servo que recebeu um talento foi por não o usar, não o empregar, não o investir em nada, nem o arriscar, e, por isso, nada ganhou.
A admoestação que recebeu foi esta: ao menos podia tê-lo dado aos banqueiros, para que o dinheiro rendesse juros.
A lição aqui é clara: devemos empregar nossa vida, nosso dinheiro, nossa habilidades ou dons, para ganhar outras vidas para o Reino.
Se assim estivermos dispostos a fazer, urge colo­car nossos talentos — tudo que temos — nas mãos de outros, permitindo-lhes investir, empregar, para que se multiplique, ou ao menos renda juros, ou ganhe algumas almas.
Uns estão mais qualificados do que outros para fazer render mais os seus talentos. Uns podem fazer com que suas vidas e posses produzam bastante. Ou­tros, menos talentosos em tirar proveito ou ganhar juros, fazem bastante colocando seus talentos em mãos alheias.
O castigo que receberemos, se nem ao menos co­locarmos o que temos em mãos fiéis para que empre­guem o que é nosso em ganhar almas, será o de ser­mos chamados servos maus e negligentes e lançados nas trevas exteriores. Isto é coisa bem grave, admito, mas tal aviso nos vem dos lábios de Jesus.
Qual então, a lição capital dessa parábola? É esta: os talentos — vidas, dinheiro, posses, tudo que nos foi dado por nosso Senhor — significam responsabi­lidade! Temos de prestar contas disso tudo a Deus.
Em Lucas 12.48, lemos: E a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá.
A vida, qualquer soma de dinheiro, talento ou dom e ministério são depósitos sagrados pelos quais somos responsáveis, devendo trazer tudo em contas exatas e cuidadosas.
Quanto mais aumenta a vida, o dinheiro, talen­to ou ministério, quanto mais cresce esse fideicomisso ou depósito, maior se torna a responsabilidade ou obrigação de investir e fazer multiplicar o dito ta­lento.
Convenci-me de que quando um ministério atin­ge proporções mundiais, não é isso algo a ser inveja do, porque tal obra se torna de larga responsabilida­de mundial.
O sangue de uma geração pode ser requerido de nossas mãos. Esta é justamente a posição muito séria em que nos achamos. E, é por isso mesmo que tenho dado todos os passos possíveis para evangelizar.
Pressionado por esses fatos solenes, é que tenho visto a necessidade de convidar e chamar nossos par­ceiros ou companheiros que estão em outros barcos para que venham e nos secundem com sua indispen­sável ajuda.
Quando descobrimos outro caminho mais eficien­te de evangelização, temos o dever de fazer com que nossos irmãos tornem parte nessa descoberta e visão.
Deus nos tem ajudado a produzir ou desenvolver numerosos instrumentos ou meios de salvar al­mas, e cremos ser da vontade dEle que todo aquele que o desejar, empregue e use tais meios para ganhar o perdido.
Assim, no mundo da ciência muitas descobertas têm sido feitas, no sentido de melhorar e elevar o ní­vel da civilização. De maneira que podemos estar certos de que Deus está pondo nas mãos dos cristãos novos e maravilhosos métodos de ganhar almas para o Seu Reino eterno. Tudo depende agora de tomarmos uma atitude sincera e progressiva de sinceridade.
A evangelização não age como os governos polí­ticos, os quais tenazmente escondem suas descober­tas recentes. Na evangelização somos cooperadores, seja qual for a denominação a que estivermos filiados.
Dirigidos por Deus, estamos colhendo uma mul­tidão de almas em nove grandes frentes de operação:
1- Evangelização em massa - quando Deus me fez conhecer as verdades vitais da evangelização bíblica, em 1947, a primeira visão foi da evangelização em massa. Centenas de milhares foram salvos e cura­dos por ocasião de nossas cruzadas em 31 diferentes países. E estamos constantemente levando a cabo no­vas "invasões" em nações do mundo por meio de reu­niões em que evangelizamos as massas.
2- Evangelização realizada por nacionais – um exército de mais de 2.300 missionários nacionais está colhendo almas para Cristo em mais de 70 países. Esses pregadores nacionais estão levando o Evan­gelho a lugares inteiramente ainda não atingidos. Fiéis contribuintes da igreja-mãe estão possibilitan­do isso, co-evangelizando com os nacionais.
3- Literatura estrangeira - milhões de exemplares de nossos livros e panfletos estão sendo distribuí­dos em muitas dúzias de países. Um milhão desses "evangelistas silenciosos" alcançarão cinco milhões de almas! Tais mensagens escritas já estão publicadas em mais de 30 línguas. E já está planejada a publica­ção delas em mais vinte línguas ainda esse ano, uma vez que Deus nos conceda os meios para realizar essa tremenda empreitada.
4- Co-evangelização - co-evangelistas em nossa pátria e em outros países estão trabalhando conosco para levarmos a mensagem de fé à nossa geração. Agora, estamos estendendo esse braço ministerial tanto na pátria como além-mar. Esses homens, designa­dos como colegas-parceiros desse ministério, estão usando todos os instrumentos por nós produzidos para alcançar almas com a mensagem do Evangelho.
Os instrumentos ou meios que Deus nos inspirou, para fazer avançar o Seu Reino, podem ser re­produzidos em qualquer quantidade, e postos em uso através de tantas mãos consagradas quantas estive­rem prontas a realizar esse trabalho.
5- Livros e tratados - todos os dias recebemos tes­temunhos de pessoas que foram salvas, curadas e abençoadas por intermédio de mais de 35 livros e tra­tados que temos escrito. Essa literatura, que exalta a Cristo e que ganha almas, está sendo levada a todas as regiões da Terra.
6- Sermões gravados em fitas e em discos — men­sagens gravadas em fitas, fios, e em discos — mensa­gens construtoras da fé — estão ganhando almas quando ouvidas nos lares, nos postos avançados, nas prisões, nos hospitais e em outros lugares por todo o mundo. O Senhor tem-Se dignado em abençoar esse meio, como instrumento frutífero para ganhar almas. Tais meios são produzidos em muitas línguas estran­geiras, e são enviados a evangelistas nacionais, jun­tamente com o equipamento audiovisual necessário, tudo suprido por nossa Associação.
7- Revistas gratuitas - estamos remetendo men­sal e gratuitamente mais de 350 mil exemplares da Faith Digest, e isso para mais de 80 países. Tais re­vistas chegaram gratuitamente às mãos de mais de 25 mil ministros do Evangelho e missionários. Almas estão sendo salvas, e ministros e missionários estão sendo encorajados e abençoados à medida que cada edição alcança sua colheita para a eternidade.
8- Filmes de milagres - um dos instrumentos mais influenciadores que já descobrimos é o de filmes de milagres para missionários; estão ativando poderosa e profundamente as missões e a evangelização do mundo todo.
Por meio de tais filmes, cristãos estão sendo con­vidados a voltar à ordem que vemos registrada no livro dos Atos; a juventude desafiada a se consagrar à obra das missões cristãs; os cristãos admoestados a se dedicar à obra missionária; fé para a cura tem sido despertada; ministros e obreiros levados a aguardar maiores vitórias em suas próprias vidas, e persuadin­do pecadores e desviados a se reconciliarem com Deus. Agora, estão sendo traduzidos e produzidos em muitas línguas estrangeiras. Assim, milhões poderão ouvir o Evangelho.
9- Ministério de cartas - visto termos aberto nos­sos corações para o Senhor, para que nos guie e nos mostre os meios e instrumentos para ganharmos mul­tidões de almas para Ele, jamais deixamos de nos ma­ravilhar com o uso desses métodos que o Espírito San­to nos inspirou e colocou em nossas mãos. Por exem­plo, o nosso ministério de correspondência tem sido outro meio bastante eficaz para ganhar almas. Muita gente sincera, desejando ansiosamente conhecer o caminho da Salvação, freqüentemente nos escreve. Da­mos graças a Deus pelo fato de podermos levar muitas almas a Cristo através duma carta pessoal.
Cada uma dessas nove frentes de colheita tem se tornado uma vasta rede para ganhar no mundo al­mas perdidas, e cada uma dessas frentes está a cha­mar cooperadores para que se apresentem e venham ajudar-nos. A empreitada é muito grande e muito pe­sada para nós sozinhos.
Grandes e preciosos são os talentos que o Senhor confiou a nós — talentos que urge sejam investidos, para que granjeiem outros muitos, tendo em vista a espantosa multiplicação da população mundial.
Esses instrumentos, como talentos, precisam pro­duzir, alimentar, multiplicar. Podem ser colocados em outras mãos consagradas como as suas, meu leitor. São como redes. Tudo quanto você precisa fazer é lançá-las nas águas.
Creio que Deus espera de nós isso: que cada um que tem qualificações, coopere no sentido de utilizar esses instrumentos, fazendo com que eles rendam bastante, na verdade, o máximo.A isso chamamos de co-evangelização

2 comentários:

Anônimo disse...

Fico feliz em ver pessoas sérias e comprometidas verdadeiramente em ganhar almas.
Fico triste de ver o povo de Deus se dividindo, atacando-se uns aos outros. Estão fora do foco.
Pessoas como você, trabalha no silêncio e não precisam de holofotes,pois a honra é toda para o Senhor Jesus. Não pare viu? Um abraço de usa irmã em Cristo Jesus,
Denise.

Luiz Carlos 0053@ disse...

Excelente materia. Se os propagadores do evangelho utilizassem este seu metodo, muito pouco seria os escandalos que hoje presenciamos no meio do povo de Deus!
Siga assim...